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Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário – Rio Pardo – RS

    Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário

Na primeira metade do século XVIII, surgiu um acampamento formado por famílias portuguesas, este acabou servindo de base para a colonização da região. Este acampamento encontrava-se numa área limítrofe com domínios espanhóis, estando próximo à região das missões jesuíticas dos guaranis, o local passa por vários conflitos, e o acampamento original se transforma em fortificação, recebendo o nome de Fortaleza Jesus, Maria e José do Rio Pardo.

Neste mesmo período, começaram a chegar famílias vindas dos Açores, que se instalaram nos arredores do forte, passando a cultivar a terra, formando assim uma pequena vila que foi crescendo, e, no final do século XVIII, decidiu-se construir a igreja matriz.

A construção foi iniciada em 1769, sendo o projeto realizado pelo governador da capitania, o coronel Francisco Roscio, natural da Ilha da Madeira e formado em engenharia pela Academia Militar de Lisboa. Até esta data os fiéis faziam suas orações em uma pequena igreja denominada Ermida Sagrada Família, no Alto da Fortaleza próximo ao Forte Jesus Maria e José do Rio Pardo.

A Igreja Matriz foi inaugurada em 1779, sua parte principal estava pronta em 1801, quando foi consagrada e dedicada à Nossa Senhora do Rosário. No entanto, a falta de recursos, aliada aos conflitos da Revolução Farroupilha, ocorrida entre 1835 e 1845, fez com que os trabalhos de finalização fossem lentos e, estaria plenamente concluída somente em 1885.

Ao término do Império, com investimento das Irmandades que a mantinha, a Matriz tinha nos seus sete altares: Nossa Senhora do Rosário, a padroeira; Nossa Senhora Das Dores; Santa Bárbara; Nossa Senhora do Rosário, Lampadosa e São Benedito, da Irmandade dos homens pretos; Espírito Santo; Nossa Senhora da Conceição; Santa Maria; São Francisco de Paula; São Miguel e Santo Antônio. Além destas imagens ainda encontra-se no local a imagem do Senhor Morto articulada.

Em frente ao batistério encontram-se os restos mortais do Barão do Triunfo, Joaquim Andrade Neves, recolhidos num pequeno monumento funerário, em memória ao herói do Paraguai.

A igreja possui, além dos altares em estilo barroco tardio, paredes revestidas com pinturas feitas pelos artistas Vicente Prato e Serafino Corso, que chegaram à cidade na época da imigração italiana.

Visitantes notáveis estiveram em Rio Pardo e mencionaram essa igreja em suas memórias, dentre estes o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire e o barão Homem de Mello


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Texto: Renatta Meister

Fonte: LAYTANO, Dante. Guia Histórico de Rio Pardo. 2ª edição. Porto Alegre, 1979.

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