Cruz do Barro Vermelho


Barro Vermelho

Entre a cidade e o Couto, hoje Ramiz Galvão, encontra-se o lugar chamado de Barro Vermelho, onde atualmente encontra-se a Cruz do Barro Vermelho.

Este local tem seu nome ligado à história da República Rio-grandense por ali ter sido travado o mais violento combate entre farroupilhas e legalistas, em 30 de abril de 1838, batalha na qual foi aprisionado o maestro Mendanha, que seria o autor do hino farrapo (atual Hino Rio-grandense).

Rio Pardo era neste tempo o quartel general dos imperiais, encontravam-se no local: o Marechal Sebastião Barreto Pereira Pinto, os brigadeiros Xavier da Cunha, comandante de infantaria e, Bonifácio Calderon, comandante da cavalaria, suas tropas chegavam a 1.500 homens. Já os republicanos eram comandados por Souza Neto, tendo na vanguarda as forças de David Canabarro além de outras posições com Bento Manoel, Domingos Crescêncio, Marcelino do Carmo, Juca Leão e João Antônio, que venceram as tropas monárquicas, possuindo minoria de homens (em torno de 1.000).

Nesta batalha, dita como a mais sangrenta da Revolução Farroupilha, os monarquistas perderam muita munição e armamento além de coronéis, tenentes, majores, oficiais, inclusive a banda de música e o maestro, sendo que, alguns legalistas refugiaram-se, partindo para Porto Alegre. Foi, então  determinada, pelo Governo Imperial, a abertura de Conselho de Guerra por terem o Marechal de Campo e Brigadeiros entregado Rio Pardo aos Farroupilhas, sem considerar que entregaram, pois, não havia outra solução.

Hoje, na cidade de Rio Pardo, o local da batalha onde nasceu o Hino Rio-grandense é denominado Praça 30 de Abril ou, Praça da Cruz do Barro Vermelho. No local, existe uma escultura em concreto armado representando a figura de um soldado com um amigo morto nos braços, sendo um Monumento ao Soldado Farroupilha Desconhecido, dedicado aos heróis e mártires da sangrenta epopéia.

 

 

 

 

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